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O QUE EU VI E APRENDI NA GIRA DE MATA

Num dia sem pretensão alguma recebi um convite para fazer parte de um Trabalho de Mata, confesso que quando li sobre o convite e vi as fotos dos antigos encontros realizados na Mata pelo Terreiro Pai Maneco, fiquei eufórica, feito uma criança que espera um presente no natal e comecei a formular várias perguntas na cabeça como: Como funciona? O que precisa levar? Onde será realizado? Vamos poder receber nossas entidades?

Ok avaliei se poderia então fazer parte deste processo que pareceu sensacional para mim, levando em conta que seria na natureza, onde poderia sentir presença direta com a energia da terra, ar, água, plantas… Reavaliei e enfim fiz de tudo para poder ir… e FUI!

O trabalho seria realizado no sábado as 15 h, mas teríamos que ir cedinho para ajudar com todo a organização. O dia amanheceu um tanto nublado, e logo pensei, e se chover????  Mas pensei também que talvez não fosse a primeira vez que o TPM tivesse que lidar com as contingências da mãe natureza, e que aceitar suas manifestações também é sinal de respeito e fé. Cuidei do meu banho e fui confiante encontrar com meus irmãos.

Chegando na mata, ajudamos com a organização e arrumação do local, a energia já era muito positiva e contagiante, o pessoal já estava chegando aos poucos e cada um organizando seu espaço, e ficou tudo MUITO bonito, relembrando e dando ênfase para tamanho respeito dos filhos quanto a organização para garantir a harmonia do local.

Questionei-me como um trabalho com tantos filhos naquela proporção poderia ser tão bem organizado e respeitoso, fui notando o sorriso no rosto de cada filho que ali estava, então pensei que aquilo só podia ser amor!

Amor que se transformou em serviço, caridade e fé. Notei que cada um ali tinha uma energia intensa e vibrante. De fato um trabalho na mata, em contato com a terra, as árvores, um curso d’água – coloca em ação um padrão vibratório incomparável.  

A chuva não veio, e o sol me presenteou várias vezes com a visão de seus raios por entre as árvores a resplandecer nas roupas brancas e nos sorrisos dos irmãos.

O trabalho começou e a energia foi cada vez maior, dava pra sentir o amor de todos os irmãos vibrando numa só frequência que só podia ser AMOR, todos de coração aberto cantando e se doando o quanto podiam, se doando o máximo que poderiam se doar.

É dessa doação que me surgiram as ideias dessas linhas… da caridade e doação. Isso fez toda diferença, chegar ali e doar-se de corpo e alma com alegria e amor foi sensacional, eu comecei a me comportar conforme o aprendizado, vi todos colaborando, cantando, alegres, felizes e radiantes e eu comecei a me soltar… foi quando os guias começaram a incorporar em seus médiuns, e confesso que quis repetir meu padrão de comportamento e “segurar” a passagem, mas percebi que todos ali  faziam diferente e se soltavam colaborando com a passagem de seus guias para ajudar a si MESMO, o próximo e também ajudar aos guias, e então fiz o mesmo  para que aquela energia que eu sentia fluísse, fui quebrando esse padrão e acabei me doando, senti um amor inexplicável por aquilo tudo, pelos guias que vibravam cada vez mais bonitos, em serviço e equilíbrio mediúnico, foi tão bonito poder ajudar e servir com tamanha disposição que me emocionei várias vezes e me coloquei a refletir, que a umbanda é isso, é se doar ao próximo, aos guias e a si mesmo, com todo amor que tiver no peito, é ajudar seja na corrente, seja com os guias, mas sempre se doando de corpo e alma, com todo seu coração, praticando assim a caridade, com a casa com você e principalmente com o próximo. Só tenho a agradecer a este convite sensacional que foi me feito, a experiência vale para todos e a mensagem fica aqui, com muito carinho para vocês: Se doem de corpo, alma e coração, por que tudo fica bem mais bonito e poder ajudar é incrível, se você pode, seja de qualquer forma, não negue isso, se doem, se doem se doem…” se tivesse mais alma para dar eu daria…isso é VIVER…”

Obrigada a todos e também as Mães e Pais de Santo presentes no trabalho e toda corrente que cuidaram de nossa segurança física e espiritual. Valeu cada segundo vivido lá!

Mariana Mello – médium Terreiro Caboclo Akuan – 25/09/2017

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